Por João M. Santos em 24/03/2010
Há que se pensar, refletir e se posicionar sobre a invasão das mídias, em especial a internet e seus recursos, na vida dos sujeitos da sociedade atual e futura.
As relações e tempo dedicado ao trabalho, por exemplo, passam por uma reformulação. Institucionalmente busca-se aprimoramento e otimização da força de trabalho ou produção acadêmica, no entanto, a que custo do tempo individual e/ou coletivo no esforço empreendido. Ademais, temos que o recurso tecnológico (aparato de hardware e software), para implementações ainda passam por problemáticas de configuração, penso ser uma espécie de nicho de mercado, engendrado para criar necessidades e estimular o consumo de novos equipamentos e produtos, coisas da engrenagem capitalista....
Acredito numa necessária adaptação de metas, onde quando se pensa numa determinada aplicação ou empreendimento mediado pelas tecnologias os sujeitos entendam e negociem o tempo real de dedicação para a conclusão satisfatória do evento. O que observo é uma subestimação do tempo por parte em especial dos propositores individuais ou institucionais, julgo que tentam pensar este tempo sob a ótica do sacrifício pessoal que valorizará o objetivo alcançado, atitude motivacional embasada, mas que corrobora com uma cultura da desvalorização das instituições micro nucleares de sustentação das relações sociais, nesta ótica, a sociedade atual que passa por diversas mazelas, e escamoteia seus reais propósitos numa aparente preocupação destas mesmas instituições, em especial a família tem sido atacada e passa por uma esfacelamento por conta desta nova ótica de utilização do tempo "útil" dos sujeitos. Até as crianças tem sido afetadas por esta modalidade de encarceramento já nas fases mais tenras de idade inclusive com o aval social e institucional para tal.



